Do pó fomos criados, e para o pó voltaremos.

Do pó fomos criados, e para o pó voltaremos.

Publicado em 02/03/2018

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Sabe o que é irônico? É que na vida as pessoas se rotulam, julgam pelo status, aparência, fazem acepção de pessoas, criam seu grupo social e desprezam outro. Mas a morte não tem essas coisas, o que ela escolhe são vidas, não importam a idade, a classe social, a cor, o sexo. Ela não pergunta se a pessoa está preparada, se tem medo ou não. A morte não quer saber se a pessoa já viveu muito ou pouco, se precisa consertar algumas coisas, viver alguns sonhos, realizar alguns desejos. Ela não se importa se você muito errou ou se acertou na vida, uma hora ela vem e não avisa quando. Muitas vezes ela nos pega da maneira mais repentina e triste, como são as fatalidades. Outras vezes ela dá sinais através do corpo e vai levando lentamente, dia após dia, através das enfermidades.
Não importa como seja, nenhum de nós foi treinado pra isso, e alguns têm muito mais dificuldade de lidar com ela, superar, se conformar.

Bem disse Salomão em Eclesiastes 3, que há um tempo determinado para todas as coisas, inclusive para nós seres humanos mortais.
A Bíblia também nos fala que nossa vida é como um vapor que por um momento aparece e logo se desvanece, que nossa vida é como ver nosso rosto natural no espelho, e, saindo, não nos lembrarmos mais.

Mas a reflexão que faço não é pra enfatizar o poder da morte, mas sim para pensar no valor da vida. Só temos uma vida, e depois segue-se o juízo. Isso quer dizer que a vida terrena realmente acaba quando morremos, mas de tudo que fizermos nesta vida, vamos dar conta ante o tribunal de Cristo. E aquele que está em Cristo deve colocar sua casa em ordem e estar preparado todos os dias, pois não sabemos que hora vamos nos encontrar com Ele. 

O profeta Isaías disse ao rei Ezequias que colocasse sua casa (sua vida) em ordem, pois morreria; o lindo dessa história é que na sinceridade de seu coração, o rei rogou a Deus em oração e, por sua vida de retidão, o Senhor ainda lhe acrescentou 15 anos de vida.

Todos os dias pessoas comemoram seu nascimento, e todos os dias também há pessoas enlutadas chorando a perda de um querido.
Todos os dias pessoas festejam conquistas, assim como todos os dias pessoas lamentam fracassos.

Ou seja, voltando a refletir nas palavras do sábio rei Salomão, ele disse que nada é novo e que tudo o que acontece com um, também já aconteceu com outro. A conclusão dele ao analisar a vida é que tudo é vaidade, vaidade, vaidade.

Na lápide dos túmulos dos homens mais eminentes da história ou dos mais insignificantes e desconhecidos, o registro é o mesmo: nome, nascimento e morte. Não encontramos seus status, seus títulos, seus diplomas acadêmicos ou ficha policial.

Hoje é dia oportuno para um novo dia, que nossa memória possa ser lembrada como a de muitos, com lágrimas nos olhos e sorriso no coração por nos ter conhecido.

E não esquecer que na eternidade tudo está bem patente diante de Deus e todas as coisas estão gravadas. Malaquias 3.16  diz que há um memorial diante de Deus em que todas as coisas são gravadas. E ainda diz que será vista a diferença do justo e do ímpio, do que serve a Deus e do que não o serve.

Como disse o profeta Amós: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o Senhor teu Deus”. 

Do pó fomos criados, e para o pó voltaremos. (Gn.3.19)

Por Desire Galvão - ICPI Cenco