Aos ministros do evangelho e obreiros em geral

Aos ministros do evangelho e obreiros em geral

Publicado em 29/08/2017

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Todos nos esforçamos para nos destacarmos naquilo que fazemos. Não por vaidade, orgulho, ostentação, mas por amor, responsabilidade, por sentimento de que aquilo que abraçamos, merece ser feito e merece ser bem feito. Assim Paulo agia, principalmente porque a obra em que estava engajado é a mais preciosa que se pode ter. Ser ministro é um alto privilégio, mas também é de grande responsabilidade. Para exercer bem este ministério, o apóstolo cultivava determinados hábitos essenciais ao bom ministro de Cristo.

 

PIEDADE (Ef 3.14)

Paulo era um homem que levava as dificuldades e necessidades do seu ministério à presença de Deus. Paulo sabia que a obra em que estava só podia ser feita na presença e na força do Senhor.

Precisamos de pastores que levem o rebanho no coração, como Arão, e que orem em favor das ovelhas. Homens de oração, piedosos. Jesus deu o exemplo mesmo sendo Deus, não dispensou buscar forças na comunhão com o Pai (Mt 26.39). Paulo, tendo dito estas coisas, ajoelhou-se e orou com todos eles (At 20.36). Estêvão deu o exemplo ao morrer, clamando ao Pai (At 7.59,60). ”Certas pedras só podem ser removidas estando de joelhos” (J.D Martins).

 

PRATICIDADE (1 Co 9.23)

Tudo faço por amor do Evangelho (1 Co 9.19-23). Paulo dá testemunho de seu esforço para ganhar o maior número possível de vidas para Cristo. A história de missões está repleta de testemunhos vivos dos esforços de homens e mulheres de Deus, que fizeram de tudo para ganhar alguns para o reino de Deus. A oração terá que desembocar na ação e na prática.

 

DISPONIBILIDADE (At 20.24)

Em nada tenho a minha vida por preciosa. Paulo era um homem disponível para Deus. O apóstolo não tinha reservas que limitassem o cumprimento do seu chamado. Era um homem disposto a enfrentar qualquer risco, pois sabia que sua obra valia a pena (1Co 15.18). Isaías foi um homem disponível para Deus (Is 6.8). O homem que Deus usa terá que ser um homem entregue inteiramente no altar, um homem à disposição de Deus. Tudo o que Deus procura é homens entregues a Ele; totalmente disponíveis (Lc 1.38).

 

FIDELIDADE (2 Tm 4.7,8)

Paulo pôde finalmente dizer: Combati… completei… guardei… Ele era um homem de um só propósito, o qual abraçou com unhas e dentes até o final de sua vida. Muitos servos de Deus têm o seu ministério tremendamente limitado porque o seu coração está dividido. Há muitos alvos secundários roubando a força e a vitalidade do servo de Deus. Enquanto o homem de Deus não abrir mão de muitas coisas, não poderá ser grandemente abençoado e usado pelo Espírito Santo. Há muitos que começam, mas poucos terminam. Precisamos de fidelidade à palavra, à igreja, à doutrina, a Jesus Cristo.

Conclusão: Um bom ministro terá de ser um homem piedoso, de oração, que não faz a obra do Senhor no braço da carne. Precisa também ser um homem dotado do espírito de praticidade, ou seja, um homem de ação, não só de palavras belas e bem colocadas; precisa estar disposto a enfrentar qualquer risco no cumprimento do seu chamado, e também deve ser fiel, um homem apegado a um só propósito, sem ter o coração dividido entre muitas paixões.

Se formos sinceros, reconheceremos que ninguém é idôneo para tais coisas, a menos que o caráter de Cristo se manifeste em nós. Clamemos a Deus pela capacitação para uma vida honesta e piedosa diante dAquele que nos chamou (2 Co 3.5).

Rev. Daniel Silva