Aceitação do Chamado: Abnegação

Aceitação do Chamado: Abnegação

Publicado em 02/03/2018

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Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti. Porque aonde quer que tu fores, irei eu, e onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rt 1.16).

Este foi o momento exato na vida de Rute em que ela abre mão de si mesma, de sua felicidade, de seu futuro por algo maior. Por essa decisão, Deus a honra, tornando-a avó de Davi, linhagem real.

O primeiro passo quando ouvimos a voz do Senhor nos chamando é aceitar o chamado, porém, muitas vezes, isso requer de nós abnegação. Precisamos deixar nossas vontades e sonhos de lado, para vivermos as vontades e sonhos de Deus.

Recebi o chamado de Deus muito jovem. Aos 15 anos ouvi a primeira pessoa dizendo o que Deus lhe mostrara: “Iris, eu te vejo na África.” Diferente de muitos jovens na igreja que recebem o chamado missionário, eu nunca havia pensado nessa possibilidade, mas, a partir daquele momento, foi diferente. Minhas orações mudaram e todos os meus próximos passos eram pensando no meu chamado ministerial, desde a escolha da faculdade até o casamento. Mas como Deus sabe de todas as coisas, meu esposo tinha o mesmo chamado; desde jovem Deus falava com ele: “Você será missionário em outras nações.”

Quatro anos depois de casados havia chegado a hora, o momento da abnegação. Eu, formada em Pedagogia, com nove anos de experiência em um colégio cristão e recém-aprovada no concurso público. Meu esposo, gerente no maior supermercado de nossa cidade, carro e moto na garagem e dois sonhos: a casa própria e, finalmente, filhos.

Mas nós não nos esquecemos da promessa que fizemos a Deus e um ao outro: abandonar tudo por amor à obra de Deus. Mais dois anos de preparação na ETO (Escola de Treinamento de Obreiros da ICPI) e hoje estamos aqui na África, vivendo a vontade e os sonhos de Deus.

Foi preciso abnegação em todas as áreas da minha vida, foi preciso deixar muita coisa para trás, porém, quando nós entregamos nossa vida nas mãos de Deus, Ele nos recompensa. Como toda menina, fiz planos e orava todos os dias, e Deus realizou esses planos. Formei-me, trabalhei na minha profissão, me casei, iniciei meu chamado ministerial, mas faltava algo: o sonho de ser mãe.

Como na vida de Rute, após a abnegação Deus dá a bênção. Há dois meses, com quase sete anos de casada e já no campo missionário, descobri minha gravidez, e para nossa surpresa, mãe de gêmeos. Deus é perfeito em todos os seus planos.

Minhas queridas irmãs, neste mês tão especial para nós mulheres, não se esqueçam, cada uma de nós fomos chamadas por Deus com um propósito específico, porém muitas vezes o chamado exige abnegação. A Bíblia diz em Mateus 6.33: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas as demais coisas vos serão acrescentadas”. Portanto, priorize o seu chamado e Deus lhe dará força e sabedoria para ter uma família abençoada. Não tenha medo, Deus é com você. Faça a obra do Senhor com zelo e amor e Ele cuidará de você.

Iris Hipólito de Carvalho Cardoso – missionária ICPI - Uganda